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A Voz do Silêncio

A Voz do Silêncio

Helena Blavatsky

Tema:

Ocultismo/Esoterismo

Tamanho: 14,00 x 21,00 cm
Páginas: 112
ISBN:

8571870942

Disponibilidade: Esgotado

"A Voz do Silêncio é um dos textos mais importantes de toda a literatura teosófica. Foi o último legado de Helena Petrovna Blavatsky ao mundo, escrito em 1899, em Fontainebleau, na França, apenas dois anos antes da morte da autora. Blavatsky, na época, encontrava-se muito debilitada fisicamente, convalescendo de uma série de problemas de saúde. Mesmo assim, segundo várias testemunhas, produziu A Voz do Silêncio praticamente de um só fôlego, em poucos dias de trabalho.

Segundo ela mesmo afirmou, a obra é, na verdade, a tradução para o inglês de um original tibetano com o qual tivera contato durante uma de suas muitas viagens ao Tibete. Tratar-se-ia de um tratado de misticismo oriental, de leitura obrigatória para os estudantes das escolas de budismo esotérico. Blavatsky foi iniciada nesse sistema de conhecimento, ocasião em que teve de decorar textos inteiros, no âmbito das instruções orais que recebeu.

A Voz do Silêncio contém a essência dos ensinamentos esotéricos do budismo tibetano. Sua autenticidade foi inúmeras vezes corroborada por autoridades orientais e ocidentais no assunto, tais como Panchen Lama do Tibete, que viveu entre 1883 e 1937, e o Lama Kazi Dawa Samdup, um dos pioneiros na introdução de textos budistas tibetanos no mundo ocidental.

Esta tradução para o português, realizada pelo poeta maior da nossa língua, Fernando Pessoa, reveste-se de importância muito especial, pela qualidade literária que o tradutor conferiu a seu trabalho. A presente edição brasileira é precedida do estudo Fernando Pessoa - O Teósofo, de autoria do professor Murillo Nunes de Azevedo, grande conhecedor das obras de Blavatsky e de Pessoa e que foi, durante muitos anos, presidente da Sociedade Teosófica no Brasil."  Luis Pellegrini

Fernando Pessoa - O Teósofo

Fernando Pessoa é, por excelência, o poeta do trancendentalismo. Sua poesia pode ser igualada à de William Blake. É densa, atingindo zonas do inconsciente, só reveladas aos místicos, aos profetas. Essa gradativa abertura de consciência, a camada cada vez mais profunda do Ser, transformou-o numa verdadeira ilha na língua portuguesa. Sucessivos estudos foram feitos sobre sua personalidade polimórfica. Mas, para entender a essência de sua obra, temos de examiná-la sob o ângulo do Ocultismo. Fernando Pessoa dominava enorme série de conhecimentos que os homens, ditos educados, repudiam como sinal de ignorância e superstição. Como Gustav Jung, era um pesquisador do oculto. Um Mestre no que dizia respeito a Alquimia, Astrologia, Rosacrucianismo, Cabala, Maçonaria, Magia etc. Sentia-se atraído por elas como por um abismo. Dentre todas as doutrinas, foi a Teosofia - pela particularidade de abranger todas as ciências exatas, ocultas, filosóficas e religiões em geral - que o marcou definitivamente. Fernando Pessoa foi um teósofo no sentido exato da palavra; um pesquisador da verdade nas suas múltiplas facetas. Foi tocado pela Teosofia como o foram o pintor Piet Mondrian, o músico Seriabin, os poetas Yeats, George Russell e outros. Mas foi a personalidade de Helena Blavatsky - uma das mais extraordinárias figuras do século XIX - que exerceu maior influência em sua vida.